Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:
'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga aconta do padeiro nada dou aos pobres. '
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história:
"A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença..."
segunda-feira, 23 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Mãe de jornalista - eu amei esse texto!!!
Mãe de jornalista é mais preocupada do que todas as outras mães preocupadas do mundo. Meu filho, se for pro morro cobrir guerra entre polícia e traficante, não esquece de levar o colete à prova de balas, tá me ouvindo? Não quero filho meu pegando bala perdida por aí. Mamãe deixou o colete arrumadinho lá na sua cama.
Mãe de jornalista não tem noção da rotina do filho. Não, mãe, eu não tô na farra. Tô no pescoção, mãe. Isso, mãe, pescoção é trabalho. Pois é, mãe, jornalista trabalha até essa hora. Então, mãe, também não vai dar pra almoçar com a senhora no domingo. Vou estar de plantão. Por favor, mãe, não chora. Mãe?
Mãe de jornalista não entende o visual desleixado do filho. Há quantos anos você usa essa calça? E esse All Star todo sujo? A barba, meu filho, faz a barba! Parece um mendigo!
Mãe de jornalista adora comparar a filha jornalista com o filho médico. Você poderia muito bem ter feito como o seu irmão, o Pedro Paulo, e seguido a profissão do seu pai. Filha, aquele consultório o seu pai construiu pra deixar pra vocês dois! Ainda dá tempo de mudar, filha! Esquece essa coisa de lutar por um mundo melhor e faz como o Pedro Paulo.
Mãe de jornalista também tem orgulho da filha. Recorta tudo que é matéria publicada no jornal. Coleciona, mostra pra família, pras amigas invejosas. Ou fica sentadinha na frente da TV, joelhos colados, mãos sobre as coxas. Não perde um instante da entrevista da filha, com não sei quem, sobre sei lá o quê. Pela tela, faz cafuné na cabeça da moça. Os olhos num aguaceiro só.
Duda Rangel
http://desilusoesperdidas.blogspot.com/
Mãe de jornalista não tem noção da rotina do filho. Não, mãe, eu não tô na farra. Tô no pescoção, mãe. Isso, mãe, pescoção é trabalho. Pois é, mãe, jornalista trabalha até essa hora. Então, mãe, também não vai dar pra almoçar com a senhora no domingo. Vou estar de plantão. Por favor, mãe, não chora. Mãe?
Mãe de jornalista não entende o visual desleixado do filho. Há quantos anos você usa essa calça? E esse All Star todo sujo? A barba, meu filho, faz a barba! Parece um mendigo!
Mãe de jornalista adora comparar a filha jornalista com o filho médico. Você poderia muito bem ter feito como o seu irmão, o Pedro Paulo, e seguido a profissão do seu pai. Filha, aquele consultório o seu pai construiu pra deixar pra vocês dois! Ainda dá tempo de mudar, filha! Esquece essa coisa de lutar por um mundo melhor e faz como o Pedro Paulo.
Mãe de jornalista também tem orgulho da filha. Recorta tudo que é matéria publicada no jornal. Coleciona, mostra pra família, pras amigas invejosas. Ou fica sentadinha na frente da TV, joelhos colados, mãos sobre as coxas. Não perde um instante da entrevista da filha, com não sei quem, sobre sei lá o quê. Pela tela, faz cafuné na cabeça da moça. Os olhos num aguaceiro só.
Duda Rangel
http://desilusoesperdidas.blogspot.com/
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Novas Regras do Acordo Ortográfico serão cobradas em Vestibular apenas após 2012
Dúvida recorrente entre candidatos a vagas em vestibulares e concursos públicos de todo país, o Acordo Ortográfico da Lingua Portuguesa tem regras muito bem definidas sobre sua validade: até 2012 serão aceitas tanto as antigas quanto as novas regras do acordo ortográfico, afirma o MEC (Ministério da Educação) www.mec.gov.br.
Os vestibulares da USP, Unicamp e Unesp também terão suas questões escritas obedecendo as novas regras determinadas pelo acordo durante o período de transição, mas aceitarão respostas assinaladas pela grafia antiga até 2012. O Enem (www.enem2012.org), que vale para 46 das 55 universidades federais, também trará enunciados adaptados para a reforma.
A ideia é já habituar o aluno ao acordo ortográfico, afirma a Comvest (comissão que prepara o vestibular da Unicamp).
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi proposto em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990. O Brasil aderiu oficialmente à nova regra em 1º de janeiro de 2009, após assinatura do presidente Lula ao projeto da reforma. Entretanto, o prazo oficial para adaptação de obras literárias, livros didáticos e demais publicações, que é de 4 anos, termina após 2012.
A Vunesp (fundação que realiza o exame da UNESP), acredita que os vestibulares e concursos em geral vão aceitar respostas nas duas regras até o fim do prazo. Entretanto, é possível que questões nos exames abordem o acordo ortográfico como tema.
Tratar da reforma em uma pergunta de português é diferente de cobrar a ortografia na prova. Isso já aconteceu no último vestibular da Unicamp sem dificuldades para os alunos.
Entre outras mudanças, o acordo prevê que palavras com consoantes dobradas (antissemita e semirreligioso, por exemplo) passem a ser escritas sem hífen, enquanto as que têm vogais dobradas (micro-ondas) adotem o sinal gráfico.
O texto oficial do acordo ortográfico você confere no endereço http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/decreto6583_acordoortografico.pdf.
Os vestibulares da USP, Unicamp e Unesp também terão suas questões escritas obedecendo as novas regras determinadas pelo acordo durante o período de transição, mas aceitarão respostas assinaladas pela grafia antiga até 2012. O Enem (www.enem2012.org), que vale para 46 das 55 universidades federais, também trará enunciados adaptados para a reforma.
A ideia é já habituar o aluno ao acordo ortográfico, afirma a Comvest (comissão que prepara o vestibular da Unicamp).
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi proposto em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990. O Brasil aderiu oficialmente à nova regra em 1º de janeiro de 2009, após assinatura do presidente Lula ao projeto da reforma. Entretanto, o prazo oficial para adaptação de obras literárias, livros didáticos e demais publicações, que é de 4 anos, termina após 2012.
A Vunesp (fundação que realiza o exame da UNESP), acredita que os vestibulares e concursos em geral vão aceitar respostas nas duas regras até o fim do prazo. Entretanto, é possível que questões nos exames abordem o acordo ortográfico como tema.
Tratar da reforma em uma pergunta de português é diferente de cobrar a ortografia na prova. Isso já aconteceu no último vestibular da Unicamp sem dificuldades para os alunos.
Entre outras mudanças, o acordo prevê que palavras com consoantes dobradas (antissemita e semirreligioso, por exemplo) passem a ser escritas sem hífen, enquanto as que têm vogais dobradas (micro-ondas) adotem o sinal gráfico.
O texto oficial do acordo ortográfico você confere no endereço http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/decreto6583_acordoortografico.pdf.
terça-feira, 3 de maio de 2011
BIN LADEN MORTO - muito boa reflexão sobre o jornalismo brasileiro
A notícia inconveniente
Por Luciano Martins Costa em 2/5/2011
Comentário para o programa radiofônico do OI, 2/5/2011
A morte do comandante terrorista Osama Bin Laden quase apanha a imprensa brasileira de folga.
Nas edições nacionais de alguns jornais, a notícia não chegou a tempo, embora seu anúncio tenha sido feito em horário de funcionamento das redações.
Acontece que, nos fins de semana, os jornais operam em forma de plantão, como os hospitais, e nem sempre há especialistas a postos quando um fato relevante cisma de acontecer fora do horário comercial dos dias chamados úteis.
O aviso de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faria um pronunciamento importante sobre uma questão de segurança nacional foi divulgado em Washington por volta das 22 horas do domingo (1/5), 23 horas em Brasília.
Antes do pronunciamento, o motivo do anúncio já havia vazado, e os principais meios de comunicação internacionais já noticiavam a morte de Bin Laden, o que produziu comemorações em várias cidades americanas.
Só não promoveu uma maior mobilização nas redações brasileiras.
Simbologia
Na edição do Globo que circula no Rio de Janeiro, por exemplo, a manchete é a notícia da morte de Bin Laden. Na versão que chegou aos assinantes paulistas, a manchete era a conquista do campeonato carioca de futebol pelo Flamengo.
O mesmo aconteceu com as edições dos jornais paulistas que foram enviadas a outros estados e algumas cidades do interior mais distantes.
No momento em que as revoltas no mundo árabe parecem anunciar o fim de estranhas alianças internacionais como a que levou ao surgimento da Al-Qaeda, a morte de Osama Bin Laden carrega uma simbologia que deveria ter provocado comichões em todos os jornalistas.
Em outros tempos, muito provavelmente os especialistas, ao serem informados do acontecimento, teriam abandonado sua folga para contribuir com o trabalho dos colegas de plantão.
Mas o jornalismo brasileiro virou uma espécie de serviço burocrático, bem organizado, bem planejado, com banco de horas estritamente controlado para reduzir custos.
O resultado é esse: edições "meia-boca" nos fins de semana.
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=639IMQ010
Por Luciano Martins Costa em 2/5/2011
Comentário para o programa radiofônico do OI, 2/5/2011
A morte do comandante terrorista Osama Bin Laden quase apanha a imprensa brasileira de folga.
Nas edições nacionais de alguns jornais, a notícia não chegou a tempo, embora seu anúncio tenha sido feito em horário de funcionamento das redações.
Acontece que, nos fins de semana, os jornais operam em forma de plantão, como os hospitais, e nem sempre há especialistas a postos quando um fato relevante cisma de acontecer fora do horário comercial dos dias chamados úteis.
O aviso de que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, faria um pronunciamento importante sobre uma questão de segurança nacional foi divulgado em Washington por volta das 22 horas do domingo (1/5), 23 horas em Brasília.
Antes do pronunciamento, o motivo do anúncio já havia vazado, e os principais meios de comunicação internacionais já noticiavam a morte de Bin Laden, o que produziu comemorações em várias cidades americanas.
Só não promoveu uma maior mobilização nas redações brasileiras.
Simbologia
Na edição do Globo que circula no Rio de Janeiro, por exemplo, a manchete é a notícia da morte de Bin Laden. Na versão que chegou aos assinantes paulistas, a manchete era a conquista do campeonato carioca de futebol pelo Flamengo.
O mesmo aconteceu com as edições dos jornais paulistas que foram enviadas a outros estados e algumas cidades do interior mais distantes.
No momento em que as revoltas no mundo árabe parecem anunciar o fim de estranhas alianças internacionais como a que levou ao surgimento da Al-Qaeda, a morte de Osama Bin Laden carrega uma simbologia que deveria ter provocado comichões em todos os jornalistas.
Em outros tempos, muito provavelmente os especialistas, ao serem informados do acontecimento, teriam abandonado sua folga para contribuir com o trabalho dos colegas de plantão.
Mas o jornalismo brasileiro virou uma espécie de serviço burocrático, bem organizado, bem planejado, com banco de horas estritamente controlado para reduzir custos.
O resultado é esse: edições "meia-boca" nos fins de semana.
Fonte: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=639IMQ010
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