quinta-feira, 23 de julho de 2009

Foi rápido demais...

Nesses últimos meses jornalistas de todo Brasil puderam acompanhar a visita de Gay Talese ao País. Quem não pôde estar em Parati ou acompanhar algumas palestras em São Paulo, leu nos principais veículos de comunicação tudo o que o mestre do jornalismo fazia ou dizia em programas de tv e web.
Não consegui ver pessoalmente o "mito" e parei para repensar se não é exatamente por me comportar como "jornalista moderno", como ele mesmo faz questão de rechaçar, que perdi uma oportunidade única de avaliar as colocações tão polêmicas do mestre "ao vivo", e concluí que mais uma vez Talese tem razão: os hábitos de pesquisa on line estão nos distânciando do contato físico que tanto nos enriquece e nos ajuda a construir uma história.
Ao ouví-lo falar sobre a necessidade da apuração constante e meticulosa para se escrever um bom texto declinei de vários conceitos sobre pressa e agilidade. Ao ouví-lo responder ao questionamento de renomado jornalista sobre a correria imposta pelas autais redações, compreendí porque ele é o mestre e nós simples aprendizes: "você já viu se fazer um "stradivarius" em algumas horas ou dias? para se produzir algo ou alguma coisa de valor permanente você precisa de tempo" - afirmou o mestre com a propriedade de quem passou seis meses na China (com recursos próprios) e ao voltar teve a matéria recusada pelos principais veículos de comunicação dos EUA. Desistiu? não , de tanto insistir, hojé ele é Gay Talese.


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