Sabe aquele tipo de gente que passa por todo tipo de desafio na vida?
E que quanto mais duro, pesado - até dolorido - for essa desafio mais a pessoa mostra (prova e comprova) seu valor e sua força.
Pois bem, assim era o Pira... Era pois na tarde da segunda-feira, dia 19/10/2009, sem dar aviso prévio, sem fazer o que sabia fazer de melhor - anunciar - o coração do Pira decidiu que era hora de parar.
E, decidido como em absolutamente tudo que fazia, parou.
Luis Celso de Piratininga Figueiredo, só usava o Figueiredo para coisas extremamente oficiais e, mesmo assim, ficava p da vida... tipo eu ter que usar o Souza Dias. Mas ele gostava mesmo era de ser chamado de Pira.
Lembro quando, em um dos muitos encontros que tivemos na ADAG, comecei chamando-o de Seu Piratininga, ele deu uma baforada no cachimbo e disse que ou eu parava com aquela frescura ou ele só liberava a Glaucia para ir para casa de madrugada.... Ah, só para constar, naquele dia, apesar de eu ter imediatamente começado a chamá-lo de Pira, a Glaucia (minha amada - e hoje totalmente entristecida - esposa, foi sua assistente, secretária, amiga, parceira, durante 20 anos) foi para casa somente após o fechamento de uma concorrência, de madrugada mesmo.
Pira foi, com total e absoluta certeza, um dos nomes mais marcantes e brilhantes da comunicação brasileira. Publicitário que criava a cada momento, foi um mestre a todos que tiveram a benção de trocar uma palavra com ele.
Presidente da ESPM, vice presidente do CONAR (aliás, um de seus fundadores), conselheiro da ABAP, conselheiro do São Paulo Futebol Clube (e aí de quem falasse mal de seu Tricolor), Pira era, em suma, um amigo. Nunca, em tempo algum de seus bem vividos 76 anos, deixou te ter carinho e uma palavra amiga (mesmo que fosse, por vezes, mais dura).
Pira passou por desafios com galhardia (eita palavrinha velha!). Superou cada desafio que dava a impressão de que não seria qualquer coisa que o derrubaria... não contava, contudo, com um tapete que o derrubou em sua casa, levando-o ao hospital e, depois de uma bem sucedida cirurgia para recolocar o fêmur no lugar, o coração acabaria por dizer: agora vou cuidar de mim.
E como Pira e seu coração não sabiam como cuidar deles próprios sem ter um olhar para os filhos, para o Juca, o Fubá, o São Paulo, a ESPM, a Comunicação e a Propaganda, o Celso e os outros filhos, a Glaucia, a Dna Maria, o Tião....não, não dava ou era todos ou era ele. Dessa vez, foi ele.
Pira revolucionou a ESPM, introduzindo as bases da internacionalização da escola, tudo para ele tinha que ter conceitos e práticas de sustentabilidade e respeito sócio-ambiental. Nem que fosse somente por isso, ele era extremamente admirado e querido na ESPM.
Mas não era somente por isso não. Presidente era somente o título em seu cartão e na porta de sua sala - porta aliás que estava sempre e constantemente aberta para alunos ou para quem quer que quisesse falar com ele.
E por isso, acima de tudo ele era um Presidente.
Assim era o velho Pira, que desde essa segunda - três dias somente depois de seu aniversário - deixou a todos novamente surpresos com suas peripécias. Dessa vez a maior de todas, a definitiva.
Valeu Pira... valeu mesmo....
E que quanto mais duro, pesado - até dolorido - for essa desafio mais a pessoa mostra (prova e comprova) seu valor e sua força.
Pois bem, assim era o Pira... Era pois na tarde da segunda-feira, dia 19/10/2009, sem dar aviso prévio, sem fazer o que sabia fazer de melhor - anunciar - o coração do Pira decidiu que era hora de parar.
E, decidido como em absolutamente tudo que fazia, parou.
Luis Celso de Piratininga Figueiredo, só usava o Figueiredo para coisas extremamente oficiais e, mesmo assim, ficava p da vida... tipo eu ter que usar o Souza Dias. Mas ele gostava mesmo era de ser chamado de Pira.
Lembro quando, em um dos muitos encontros que tivemos na ADAG, comecei chamando-o de Seu Piratininga, ele deu uma baforada no cachimbo e disse que ou eu parava com aquela frescura ou ele só liberava a Glaucia para ir para casa de madrugada.... Ah, só para constar, naquele dia, apesar de eu ter imediatamente começado a chamá-lo de Pira, a Glaucia (minha amada - e hoje totalmente entristecida - esposa, foi sua assistente, secretária, amiga, parceira, durante 20 anos) foi para casa somente após o fechamento de uma concorrência, de madrugada mesmo.
Pira foi, com total e absoluta certeza, um dos nomes mais marcantes e brilhantes da comunicação brasileira. Publicitário que criava a cada momento, foi um mestre a todos que tiveram a benção de trocar uma palavra com ele.
Presidente da ESPM, vice presidente do CONAR (aliás, um de seus fundadores), conselheiro da ABAP, conselheiro do São Paulo Futebol Clube (e aí de quem falasse mal de seu Tricolor), Pira era, em suma, um amigo. Nunca, em tempo algum de seus bem vividos 76 anos, deixou te ter carinho e uma palavra amiga (mesmo que fosse, por vezes, mais dura).
Pira passou por desafios com galhardia (eita palavrinha velha!). Superou cada desafio que dava a impressão de que não seria qualquer coisa que o derrubaria... não contava, contudo, com um tapete que o derrubou em sua casa, levando-o ao hospital e, depois de uma bem sucedida cirurgia para recolocar o fêmur no lugar, o coração acabaria por dizer: agora vou cuidar de mim.
E como Pira e seu coração não sabiam como cuidar deles próprios sem ter um olhar para os filhos, para o Juca, o Fubá, o São Paulo, a ESPM, a Comunicação e a Propaganda, o Celso e os outros filhos, a Glaucia, a Dna Maria, o Tião....não, não dava ou era todos ou era ele. Dessa vez, foi ele.
Pira revolucionou a ESPM, introduzindo as bases da internacionalização da escola, tudo para ele tinha que ter conceitos e práticas de sustentabilidade e respeito sócio-ambiental. Nem que fosse somente por isso, ele era extremamente admirado e querido na ESPM.
Mas não era somente por isso não. Presidente era somente o título em seu cartão e na porta de sua sala - porta aliás que estava sempre e constantemente aberta para alunos ou para quem quer que quisesse falar com ele.
E por isso, acima de tudo ele era um Presidente.
Assim era o velho Pira, que desde essa segunda - três dias somente depois de seu aniversário - deixou a todos novamente surpresos com suas peripécias. Dessa vez a maior de todas, a definitiva.
Valeu Pira... valeu mesmo....
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