quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

As duas pulgas

Max Gehringer

Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:

- Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero.É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas.

Elas então contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando.

Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra: - Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele.

Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo apidamente.

Elas então contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa. Funcionou, mas não resolveu.. . A primeira pulga explicou por quê: - Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando. Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito. Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.

E então um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen. Resolvido, mas por poucos minutos. ... Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar. Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha, que lhes
perguntou:

- Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?

- Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século XXI. Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.

- E por que é que estão com cara de famintas?

- Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?

- Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.

Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer, e perguntaram à pulguinha: - Mas você não está preocupada com o futuro? Não pensou em uma reengenharia?

- Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.

- Mas o que as lesmas têm a ver com pulgas. quiseram saber as pulgonas...

- Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas. Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me sugerisse a melhor solução. E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me disse: "Não mude nada. Apenas sente na nuca do cachorro. É o único lugar que a pata dele não alcança".

MORAL: Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente. Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.

Sindicato defende filiação de jornalistas sem diploma que exerçam a profissão

Fonte: www.comunique-se.com.br

Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo anunciou, em nota oficial, que pretende filiar jornalistas sem diploma, mas que exerçam a profissão. A proposta deverá ser discutida com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

A entidade defende que, diante do fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, os sindicatos devem assumir uma posição unitária sobre o assunto. “Encarar esse problema é uma responsabilidade que todo dirigente deve assumir e uma posição unitária nacionalmente construída deve ser o objetivo (... ) Assim, é preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas”, diz o texto.

O presidente do Sindicato, José Augusto Camargo, enfatizou que a nota é apenas uma proposta, que deverá ser discutida. “Essa é uma posição da diretoria do sindicato, não está em vigor. Ainda vamos discutir com a Fenaj, que orientou os sindicatos a debaterem propostas”. A reunião com a Fenaj deve acontecer no próximo mês, nela a entidade avaliará as sugestões.

O sindicato defendeu a regulamentação da profissão e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que reestabelece a obrigatoriedade do diploma superior de jornalismo, mas enfatiza que a entidade deve lutar pela categoria e pelas condições de trabalho de toda classe.

“Outro ponto central em nossa reflexão é a compreensão de que a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal”.

O sindicato afirma que “qualquer posição adotada não pode negligenciar a necessidade da manter a dignidade da profissão e impedir que indivíduos procurem obter vantagens da condição de ‘jornalista’”.

A entidade defende que, de acordo com seu Estatuto, a categoria deve ser organizada. “Concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento, trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas”.

A nota diz que o sindicato luta para reconquistar a formação específica, mas que o momento é de união da categoria.“Chegou a hora de superar a divisão e construir, juntos, o futuro quando, em razão da luta, reconquistaremos formação específica, nova Lei de Imprensa e novos órgãos reguladores, sepultando definitivamente a precarização da profissão.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pra quem gosta de histórias de vida

Filha de peixe, peixinho é.... o velho ditado não nega mesmo, sempre gostei de escrever e desde pequena me comunicava com papai por cartas. Quando brigávamos era um troca troca de papéis, cartinhas pra la e pra cá, tempos de correio ainda, nada de emails... fico pensando quanto eu teria perdido se já houvesse o email. Sim, porque eu não teria até hoje esses registros guardados e papai não abriria todos os dias na loucura em que vivia. O tempo passou e continuo escrevendo a papai, so que desde a semana passada resolvi ensiná-lo a usar a internet. Criei uma conta de email, msn e um blog onde ele pode enfim registrar suas histórias, aquelas que já ouço ha anos... Eu não podia ter lhe dado presente melhor ao chegar em sua casa com um lap top e ensiná-lo a usar tudo isso. Ele parece uma criança e eu estou perplexa em como aprendeu rápido. Incrível como o tempo passa e nossos pais se transformam em crianças. Eu já tinha ouvido falar nisso, mas nunca tinha tentado ensinar nada a meu pai. Ele sempre soube tudo, sempre me ensinou. É incrível vê-lo descobrir que o mundo ficou pequeno demais e um pequeno click nos conecta. Só vivenciei isso quando meus filhos começaram a andar e falar.. Talvez porque andar, falar e navegar na net sejam ações que nos permitem sair da toca e pertencer ao mundo. Bem vindo Guiga!
http://guiga-osaudoso.blogspot.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

As coisas estão entrando nos eixos....

Justiça nega pedido a aprovado em concurso da UFPR que exigia atuar sem diploma


A 4ª Vara Federal de Curitiba negou liminar a Gustavo Carvalho de Aquino, que aprovado em primeiro lugar no concurso para jornalista da Universidade Federal do Paraná, exigia atuar sem graduação específica na área. O edital do concurso determinava a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercer a função.

O candidato, que não possui graduação na área, entrou com um mandado de segurança contra a universidade, que negou a posse do cargo ao porque Aquino não apresentou o diploma exigido pelo edital.
"Constando expressamente no edital do concurso —que, como é sabido, constitui a lei do certame—, a exigência de curso superior para o exercício do cargo, inexiste ilegalidade ou abuso de poder no ato da autoridade impetrada [UFPR] que impediu a posse do candidato", diz trecho da decisão judicial, assinada no último dia 28 de janeiro.

A decisão foi tomada pela juíza federal Soraia Tullio, que enfatizou que, mesmo a decisão do Supremo Tribunal Federal tendo derrubado a obrigatoriedade de diploma de jornalismo, a universidade tem o direito de exigir a graduação."...é opção da UFPR incluir em seus quadros jornalistas com ou sem curso superior", o que não implicaria em "infringência ou incompatibilidade com o posicionamento do STF", o que foi mencionado processo movido pelo candidato.

Inconformado por seu pedido ter sido negado, Aquino ingressou nesta quarta-feira (10/2) com um agravo de instrumento contra a decisão.

Fonte - http://www.comunique-se.com.br

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CAIS oferece dicas para comprar online com segurança

Acesse o link http://www.rnp.br/noticias/2009/not-091216.html e acompanhe dicas para nevegar de maneira segura por sites de compras e redes sociais.

"Comprar via web é seguro e fácil, desde que algumas precauções sejam tomadas.

Pensando nisto, o Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) da RNP elaborou uma lista com as principais dicas de segurança para comprar online. E, para saber mais sobre uma navegação segura na Internet, é só acessar www.rnp.br/cais."

Fique ligado!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Sabias palavras....

"O desejo de ir em direção ao outro, de se comunicar com ele, ajudá-lo de forma eficiente, faz nascer em nós uma imensa energia e uma grande alegria, sem nenhuma sensação da cansaço"

Dalai Lama

Assumi no ultimo dia 19 de janeiro a coordenação do Curso de Comunicação Social da FAM - Faculdade de Americana - com muita alegria e motivação. Há muito o que se fazer, mas a vontade de dar certo é maior pelos alunos e ex-alunos que estão depositando tantas expectativas no meu trabalho, na minha energia. O ano começou essa semana para calouros e na proxima segunda para veteranos e as atividades e mudanças propostas estão acontecendo. Temos muito pela frente mas como diz o sábio Dalai Lama, quando se faz algo que se gosta, para quem você gosta, não sobra nenhuma sensação de cansaço.

Obrigada a todos os alunos e ex-alunos que me enviaram lindas mensagens de boas vindas. Através de vocês aprendi a me reinventar todos os dias para ser melhor. Foram vocês que sempre me ensinaram e que mesmo sem querer me estenderam as mãos e os melhores sorrisos nos meus momentos mais difíceis. Pelo segundo ano consecutivo sou paraninfa da turma de formandos.
E mais uma vez sei que a emoção vai tomar conta de mim. Com essa turma ja passam de 400 ex alunos, é móle??

Beijão

Cassia Gargantini

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fim do diploma de jornalismo faz suas primeiras vítimas

Nesse início de ano, várias faculdades de jornalismo tiveram suas turmas suspensas por falta de procura e consequentemente número insuficiente de ingressantes, o que inviabiliza economicamente o curso. Ocorre que, mal informados, os alunos que procuram no final do ensino médio o caminho a seguir, desconsideram que a profissão de jornalista é mais do que um diploma: é o exercício diário de investigação, leitura, produção de conteúdos, pesquisa, construção de história e indo mais longe, de cultura de um povo.
Além disso, grandes veículos de comunicação, em respeito á profissão, continuam exigindo o diploma e MTB para o exercício de funções específicas.
Como jornalista, não quero mais julgar o mérito do certo ou errado, me preocupo hoje mais do que nunca com a qualidade e formação de nossos jovens que buscam cada vez mais nas faculdades, apenas um diploma reconhecido para se valorizar no mercado, e não mais uma profissão. O que há de pior, são "palpiteiros de plantão" influênciando decisões embasados em idéias superficiais de necessidade ou não de diplomas.
O jovem que busca na faculdade o curso de jornalismo já tem como caracteristica a imparcialidade, a capacidade investigativa e a paixão pela verdade. É isso que fará a diferença.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Jornalistas divergem sobre o impacto do iPad na mídia impressa


Izabela Vasconcelos, de São Paulo

O novo lançamento da Apple, o iPad, que promete ter um forte impacto no mundo editorial e na mídia impressa, causa divergências entre jornalistas especializados em tecnologia e mídias digitais. O produto traz recursos próprios do iPhone e dos netbooks. Com uma tela de dez polegadas, é possível ler jornais e livros. A diferença com o Kindle, da Amazon, é que o iPad permite navegar na internet, ver vídeos, jogar, escrever e armazenar arquivos, como um computador.

Para Cora Rónai, editora da Revista Digital, do jornal O Globo, o aparelho não pode resolver os problemas da imprensa. “Por enquanto pra mim é marketing, o que a mídia impressa precisa é se tornar rentável online. Eu não sei se as pessoas vão mesmo usar o Kindle ou iPad, eu vejo o celular mais com esse papel. Não sei como, mas a longo prazo, os celulares podem desempenhar esse papel”, diz a jornalista, que não vê praticidade em ter que andar com celular, notebook e um outro aparelho para ler livros ou jornais. Para ela, a tendência é que tudo se reúna em um único aparelho.

Já Ethevaldo Siqueira, comentarista de tecnologia e informática do jornal O Estado de S. Paulo e rádio CBN, acredita que o aparelho é revolucionário. “É uma revolução que vai mudar a comunicação móvel e a imprensa escrita, além de ser ecologicamente correto. É uma ferramenta para os jornalistas. Não tenho a menor dúvida que pode ser uma boa opção para as empresas jornalísticas”.

O jornalista Tiago Cordeiro, analista de mídias sociais e blogueiro, discorda que o iPad seja uma revolução, mas vê o novo gadget com uma função importante. “É mais um passo para facilitar a leitura de jornais e livros, mas não é uma revolução para a imprensa. Um dos grandes problemas nos jornais é o custo do papel, o iPad pode ajudar, mas não resolver o problema, porque você estará vendo algo como o PDF do jornal impresso, mas as informações continuam desatualizadas”, explica.

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D54873%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D116944164841%26fnt%3Dfntnl

Cai a circulação dos jornalis brasileiros - acompanhe

Por Alexandre Zaghi Lemos

Caiu 6,9% a circulação somada dos 20 maiores jornais diários brasileiros em 2009. Apenas seis conseguiram melhorar seus desempenhos de acordo com dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). São eles: Daqui (31%), Expresso da Informação (15,7%), Lance (10%), Correio Braziliense (6,7%), Agora São Paulo (4,8%) e Zero Hora (2%). Mantiveram-se estáveis Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico, que encerraram o ano passado com circulações bem próximas às do fechamento de 2008.

Onze títulos viram seus números encolherem durante 2009. Os dois que mais caíram foram os do Grupo O Dia, do Rio de Janeiro: O Dia (-31,7%) e Meia Hora (-19,8%). Também tiveram quedas Diário de S. Paulo (-18,6%), Jornal da Tarde (-17,6%), Extra (-13,7%), O Estado de S. Paulo (-13,5%), Diário Gaúcho (-12%), O Globo (-8,6%), Folha de S. Paulo (-5%), Super Notícia (-4,5) e Estado de Minas (-2%).

Não houve alterações significativas nas posições do ranking, a não ser a evolução contínua de títulos populares como o Dez Minutos, de Manaus, que estreia na 17ª posição, com média diária de 60 mil exemplares - não considerados na conta de queda de 6,9%, pois foi lançado no final do ano passado.

A liderança continua com a Folha de S. Paulo (média diária de 295 mil exemplares), seguida por Super Notícia (289 mil), O Globo (257 mil) e Extra (248 mil). Em quinto lugar está O Estado de S. Paulo (213 mil), à frente do Meia Hora (186 mil) e dos gaúchos Zero Hora (183 mil), Correio do Povo (155 mil) e Diário Gaúcho (147 mil). O top 10 se completa com o Lance (125 mil).

A informação é da coluna Em Pauta, publicada na edição 1394 de Meio & Mensagem, que circula com data de 1º de Fevereiro de 2010.