quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fim do diploma de jornalismo faz suas primeiras vítimas

Nesse início de ano, várias faculdades de jornalismo tiveram suas turmas suspensas por falta de procura e consequentemente número insuficiente de ingressantes, o que inviabiliza economicamente o curso. Ocorre que, mal informados, os alunos que procuram no final do ensino médio o caminho a seguir, desconsideram que a profissão de jornalista é mais do que um diploma: é o exercício diário de investigação, leitura, produção de conteúdos, pesquisa, construção de história e indo mais longe, de cultura de um povo.
Além disso, grandes veículos de comunicação, em respeito á profissão, continuam exigindo o diploma e MTB para o exercício de funções específicas.
Como jornalista, não quero mais julgar o mérito do certo ou errado, me preocupo hoje mais do que nunca com a qualidade e formação de nossos jovens que buscam cada vez mais nas faculdades, apenas um diploma reconhecido para se valorizar no mercado, e não mais uma profissão. O que há de pior, são "palpiteiros de plantão" influênciando decisões embasados em idéias superficiais de necessidade ou não de diplomas.
O jovem que busca na faculdade o curso de jornalismo já tem como caracteristica a imparcialidade, a capacidade investigativa e a paixão pela verdade. É isso que fará a diferença.

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