Escrevi esse texto já faz algum tempo, quando o PCC tomou conta de SP e assustou a todos. Achei em meio a meus documentos e arquivos penso que ainda posso compartilhar, pois apesar de não estarmos mais na mira do PCC, a linda cidade de SP ainda é um problema....
Quem nasceu e cresceu na cidade de São Paulo, aprendeu a amar suas maravilhas, seus monumentos, seu trânsito e até o estresse que seu ritmo intenso causa. Morar no interior do estado foi opção por uma vida mais tranqüila, e certamente menos intensa.
Aos finais de semana, retornar a São Paulo e andar pelas marginais atravessando a gigante de luz e observando o frenesi dos bares, restaurantes, cinemas e teatros, faz o paulista se lembrar que está em casa e matar a saudade.
Os faróis estão cada vez mais lotados de crianças e os viadutos atualmente se transformaram em casas para várias famílias, os cachorros continuam presos nas carroças, o desnível social é grande, mas a cidade continua linda, com as fontes do Ibirapuera dançando coloridas e as pessoas caminhando como se estivesses num oásis de tranquilidade.
Assistir Willian Bonner, as margens do Rio Pinheiros, transmitindo o “Jornal Nacional” dramático de 15 de maio, foi um momento de profunda tristeza e pesar. Aquela São Paulo tão cheia de vida, luz, desenvolvimento, crescimento, lazer, cultura, estava triste, escura e os paulistas apavorados, trancados em suas casas tentando proteger sua vida, sua dignidade.
O Brasil e o mundo pararam para assistir à fragilidade da gigante. As imagens nos escandalizam e percebemos que o maior centro industrial e comercial do Brasil está à beira do caos por ordem de marginais.
Um sentimento estranho toma conta de todos, uma mistura de medo, impotência e a vontade de gritar chega... chega de maltratar nosso povo, nossa cidade, nosso pais.... na noite de domingo morreram mais pessoas em São Paulo do que no Iraque que está em guerra.
O que está acontecendo então se não estamos em guerra? O Sr. Governador do estado pode nos dizer onde que a situação está sob controle? Controle de quem?
Cassia Gargantini é jornalista com especializações em Marketing, Relações Públicas, Responsabilidade Social, mestranda em Multimeios pela Unicamp (Universidade de Campinas). Atualmente coordena o Curso de Comunicação Social na FAM e é proprietária da Gargantini Comunicação, agência especializada em assessoria de imprensa e produção de conteúdo.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
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