No mês de julho, a Festa Internacional Literária de Paraty receberá um convidado de peso para nós que somos loucosportexto. GAY TALESE, jornalista que, segundo diz a lenda, não usa gravador, faz anotações em pequenos pedaços de cartolina, e ainda usa a mesma IBM elétrica de 35 anos atrás. Como afirma Cassiano Machado da redação da Folha, Talese fazendo reportagens é Picasso com suas tintas, Ferrari de tanque cheio -só que melhor.
Lições clássicas de jornalismo estão no livro "Fame and Obscurity"(Fama e Anonimato) que em sua nova edição, traz para o olhar de todos, o making of de muitas reportagens feitas através da observação do mestre.
O escritor, que se autodefine como "artesão que prefere usar a mão e as agulhas do que a máquina de costurar", diz que as velhas lições do que se chamava "novo jornalismo" estão indo ao ralo.
O problema não seria apenas os "Jayson Blair" (repórter que publicou histórias inventadas no "New York Times"), que Talese classifica de "o extremo da preguiça e desonra". "Acho que a mídia tem sido muito acrítica com os líderes americanos desde 11 de Setembro. A injustificável 'invasão' do Iraque teria sido mais bem debatida se a mídia tivesse atuado com mais dureza com Bush, Rumsfeld e Rice antes."
No livro Vida de Escritor, Talese persegue a curiosidade e mostra como se manter na busca, sem se perder. Eu demoro 7, 8, 9 anos para escrever um livro, afirma o mestre, lendário em sua lentidão para entregar um manuscrito.
Vale a pena conferir toda produção!!!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
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Cá
ResponderExcluirMuito bom esse texto!!!!
Ganhamos mais uma fã do Blog (lembra da Tereza, aluna?)