Herodes, ao contrário, e me desculpem a analogia, é o pai egoísta, uma cruel e presunçosa presença durante o crescimento do filho, disfarçado de rei da casa. Não, o Herodes não precisa bater na mãe para ser cruel, basta fazer comentários perniciosos á presença do filho, ter uma conduta e um caráter comprometido e sutilmente encher os filhos de presentes caros para se livrar de suas responsabilidades, além de desejar acima de tudo que ele seja sua imagem e semelhança. Tolher sentimentos e vontades, esmagar sonhos e não acreditar naquele que gerou e que tem por obrigação ensinar a ser um ser humano decente.
Em tempos de constantes mudanças e aceleração do crescimento, herói é aquele que privilegia a infância e acolhe a cada fase da vida, tendo sempre dentro de si a criança desperta para rir e chorar quando é preciso. Herodes é o carrasco que libertinamente e de maneira subjetiva, induz ao crescimento rápido, pois lhe é mais conveniente.
Passaria por aqui em inúmeras linhas descrevendo minhas impressões sobre pais e suas posturas, mas esse não é o objetivo desse texto. Quero sim, privilegiar, honrar e agradecer aos pais heróis.
Tenho um exemplo disso em casa. Um homem que me mostrou o caminho e que a cada dia me faz repensar se estou agindo com dignidade, mesmo à distância. Um herói para minha vida e para vida daqueles que me conhecem. Um ser humano que cumpre a cada dia sua função mais importante na vida : educar, incentivar, rir e chorar. Obrigada meu pai!
Texto dedicado à Guilherme Gargantini - Meu herói hoje e sempre
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Simplesmente apaixonante, valeu...
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